Sarampo dispara nas Américas: mais de 1.000 casos em 2026 e surto já atinge ao menos 7 países

baixa vacinação é apontada como fator para ressurgimento do sarampo

A Organização Pan-Americana da Saúde colocou as Américas em alerta máximo após uma alta acelerada nos casos de sarampo no início de 2026. Só nas três primeiras semanas do ano, foram 1.031 casos confirmados em sete países: México, Estados Unidos, Canadá, Guatemala, Bolívia, Chile e Uruguai. O número é 43 vezes maior que o registrado no mesmo período de 2025, quando houve apenas 23 casos.

O avanço é puxado principalmente pela América do Norte. O México lidera com 740 casos, seguido por Estados Unidos (171) e Canadá (67). Guatemala soma 41 casos e Bolívia, 10.

Em paralelo, novos registros continuam surgindo na região. A Colômbia confirmou casos importados após anos sem circulação do vírus.

O crescimento já vinha forte em 2025. Segundo dados consolidados, o continente registrou cerca de 14,8 mil casos e 29 mortes, um salto de mais de 30 vezes em relação a 2024.

A concentração também chama atenção. México, Estados Unidos e Canadá responderam por quase 95% dos casos no ano passado.

No Brasil, o cenário ainda é controlado, mas com sinais de risco. O país registrou 38 casos em 2025 e já confirmou ao menos um caso em 2026 — uma criança em São Paulo, infectada após viagem internacional.

Para a OPAS, o aumento está diretamente ligado à queda da cobertura vacinal. A meta recomendada é de 95%, mas vários países estão abaixo desse nível, o que permite a reintrodução e a rápida disseminação do vírus. O alerta é claro: o sarampo voltou a circular de forma sustentada nas Américas e novos surtos são considerados prováveis se a vacinação não for reforçada imediatamente.