Mercado reduz projeção da inflação para 3,91% em 2026, aponta Banco Central

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O mercado financeiro reduziu a projeção da inflação para 2026. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu para 3,91%, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central do Brasil, por meio do boletim Focus.

A nova previsão mantém o índice dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. A meta central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

A revisão indica expectativa de desaceleração gradual dos preços ao longo do ano. Analistas do mercado financeiro consideram a melhora no cenário de alimentos, a estabilidade do câmbio e a política monetária restritiva como fatores que contribuem para o recuo das projeções.

O relatório também reúne estimativas para crescimento econômico e taxa básica de juros. A condução da Selic permanece sob responsabilidade do Comitê de Política Monetária (Copom), que avalia o comportamento da inflação e das contas públicas antes de definir os próximos passos da política monetária.

A redução das expectativas reforça a avaliação de que o processo de controle inflacionário segue em curso. No entanto, economistas apontam riscos no cenário externo. Decisões de política monetária nos Estados Unidos, conduzidas pelo Federal Reserve, podem impactar o fluxo de capitais e a taxa de câmbio, com reflexos nos preços internos.

O mercado monitora ainda o comportamento dos preços administrados, a situação fiscal e o ritmo da atividade econômica. A consolidação de um cenário de inflação dentro da meta dependerá da manutenção da disciplina monetária e da estabilidade do ambiente internacional.