Seu nome pode dar a volta na Lua: NASA abre cadastro para missão histórica do programa Artemis

foto: divulgação NASA

Você já parou para pensar que um pedaço do seu nome pode viajar pelo espaço? Não é força de expressão. A NASA abriu um cadastro mundial para enviar nomes de pessoas comuns — como eu e você — a bordo da missão Artemis II, prevista para abril de 2026.

A iniciativa é simbólica, mas carrega peso histórico. A Artemis II será a primeira missão tripulada a contornar a Lua desde 1972, quando a Apollo 17 encerrou a era dourada das viagens lunares. Meio século depois, a humanidade volta a olhar para o satélite natural com planos concretos. E convida o público a participar. Clique aqui e coloque seu nome. Termina nesta quarta (21). Faça sua inscrição aqui.

Simples assim.

A agência espacial norte-americana permite que qualquer pessoa, de qualquer país, envie gratuitamente seu nome. Ele será gravado em um pequeno cartão digital, armazenado dentro da cápsula Orion, que fará a viagem ao redor da Lua e retornará à Terra.

Não há sorteio. Não há taxa. Basta se cadastrar.

O prazo, porém, é curto. As inscrições seguem abertas até 21 de janeiro de 2026.

Uma missão que olha para frente

A Artemis II não vai pousar na Lua. Ainda não. A missão tem outro papel: testar sistemas, validar a nave Orion e preparar o terreno para voos mais ambiciosos. Inclusive o retorno de astronautas à superfície lunar e, mais adiante, a tão falada viagem a Marte.

Serão cerca de dez dias no espaço. A cápsula vai acelerar, contornar a Lua, passar pelo seu lado oculto — aquele que nunca vemos da Terra — e iniciar o caminho de volta. Tudo cronometrado. Tudo monitorado.

A bordo, quatro astronautas. Três americanos e um canadense. Do lado de fora, milhões de nomes invisíveis, silenciosos, mas presentes.

É aí que entra o gesto da NASA. Pequeno, mas poderoso.

Por que isso importa

Enviar o nome para a Lua não muda a ciência. Não altera a missão. Mas cria vínculo. Aproxima. Humaniza.

Em um mundo atolado de crises, guerras e notícias duras, há algo quase poético em saber que seu nome — só ele, letras simples — vai circular em torno da Lua. Como um bilhete preso a uma garrafa lançada no espaço.

Você olha para o céu. A Lua está lá. Sempre esteve. Agora, imagine saber que, por alguns dias, seu nome esteve com ela.

É simbólico. Mas símbolos também contam histórias.

E essa, convenhamos, é daquelas que dá gosto contar.