Espírito Santo sustenta liderança e bate recorde histórico nas exportações de rochas naturais em 2025

O Espírito Santo fechou 2025 como o principal motor das exportações brasileiras de rochas naturais. Dos US$ 1,48 bilhão vendidos pelo país ao exterior, US$ 1,16 bilhão saiu do território capixaba. Na prática, quase 80% de tudo o que o Brasil exportou no setor passou por aqui. O resultado, confirmado pela Centrorochas, não só mantém a liderança do estado como marca o maior faturamento da sua história no segmento.

É um número que chama atenção, sobretudo porque veio em um ano duro para o comércio internacional. Tarifas extras impostas pelos Estados Unidos apertaram margens e mudaram rotas. Ainda assim, o faturamento capixaba cresceu 12,2% em relação a 2024. O motivo está na estrutura do setor: o Espírito Santo concentra extração, beneficiamento e logística. Quando o cenário muda, a indústria local ajusta o passo e segue em frente.

Essa adaptação ficou clara no mix de produtos. Os quartzitos ganharam protagonismo e renderam US$ 703,3 milhões em exportações, um salto de 32,5%. Ao mesmo tempo, granito e mármore recuaram. É duro dizer, mas para quem depende só desses materiais, 2025 foi um ano de retração. Ainda assim, o avanço dos quartzitos funcionou como contrapeso e manteve o setor de pé, como quem troca o motor em movimento para não parar na estrada.

Os Estados Unidos seguiram como principal destino, com compras de US$ 744,2 milhões, alta de 10,7%. Mas não foi só isso. China, México, Itália, Canadá e Espanha também ampliaram as importações. Esse detalhe importa. Mostra que o Espírito Santo não joga todas as fichas em um único mercado e consegue espalhar risco sem perder competitividade.

Dentro do estado, dois municípios continuam ditando o ritmo. Serra liderou com US$ 381,7 milhões exportados, seguida de perto por Cachoeiro de Itapemirim, com US$ 355,6 milhões. Juntas, responderam por cerca de 64% do faturamento capixaba. Outros polos, como Cariacica, Castelo e Atílio Vivacqua, cresceram acima da média. Você já percebeu? O mapa das rochas no Espírito Santo segue concentrado, mas está, aos poucos, ganhando novos pontos de força.