Superman de R$ 80 milhões: o gibi roubado de Nicolas Cage que virou a maior venda da história

Em 1938 ele era vendido por dez centavos de dólar!

Sabe aquele papo de que quadrinho é “coisa de criança”? Pois é, melhor mudar o disco. Tem gente por aí pagando preço de ilha particular por algumas páginas de papel antigo. E não é qualquer papel. Estamos falando da certidão de nascimento de toda a cultura pop moderna.

Um exemplar da lendária Action Comics nº 1, a revista que apresentou o Superman ao mundo em 1938, acaba de ser vendido por inacreditáveis 15 milhões de dólares. Na conversão direta, o valor ultrapassa os 80 milhões de reais. É de cair o queixo, não é?

10 centavos

O valor é tão alto que chega a ser difícil de imaginar para um punhado de páginas de papel. Mas não é qualquer papel. É a certidão de nascimento de todos os super-heróis que conhecemos hoje. Sem esse gibi, que custava apenas 10 centavos em 1938, provavelmente não existiria Batman, Homem-Aranha ou o império da Marvel e da DC nos cinemas.

O mistério e o recorde

A venda aconteceu de forma privada, intermediada pela Metropolis Collectibles. Tanto o comprador quanto o vendedor preferiram o anonimato. E eles têm motivos para isso. O valor de 15 milhões de dólares atropela o recorde anterior, que pertencia à revista Superman nº 1, vendida por pouco mais de 9 milhões de dólares no final de 2024.

O que torna esse exemplar específico uma lenda é o seu passado digno de roteiro de Hollywood. Essa é a mesma revista que foi roubada da casa do ator Nicolas Cage, um fã declarado de quadrinhos, no ano 2000. Ela ficou desaparecida por 11 anos e só foi encontrada por acaso dentro de um depósito na Califórnia. É aquele tipo de história que a gente custa a acreditar, mas que só aumenta o misticismo em torno do objeto.

Por que vale tanto dinheiro?

A conta é simples: restam cerca de 100 unidades dessa revista no mundo inteiro. Dessas, pouquíssimas estão inteiras. O tempo é cruel com o papel barato usado nos anos 30. Encontrar uma cópia em bom estado é como achar uma agulha de ouro em um palheiro gigante.

A revista trazia a origem do herói: o bebê enviado de um planeta em colapso para a Terra. Ali, ele decidia usar seus poderes para o bem da humanidade. Para o mercado, esse gibi não é apenas um item de entretenimento. Ele virou um ativo financeiro mais estável que muitas ações na bolsa.

No fim das contas, o Superman provou que, mesmo após 80 anos, ele ainda consegue voar para lugares onde ninguém mais chega. Especialmente quando o assunto é o topo do mercado de colecionadores.