Custo da construção civil acelera no fim do ano e fecha 2025 em alta de 5,63%

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Você já tentou fechar o orçamento de uma obra nos últimos meses? É aí que os números ganham rosto. O custo da construção civil voltou a subir em dezembro, com avanço de 0,51%, e encerrou 2025 acumulando alta de 5,63%. É um ritmo mais forte que o observado no ano anterior e ajuda a explicar por que construir ou reformar ficou mais pesado no bolso, especialmente no segundo semestre.

Na média nacional, o metro quadrado chegou a R$ 1.891,63 em dezembro. Desse total, pouco mais de R$ 1.078 correspondem aos materiais, como cimento, aço e cerâmica. Já a mão de obra respondeu por cerca de R$ 813. Aqui está um ponto-chave: enquanto os materiais subiram de forma mais gradual ao longo do ano, os custos com trabalhadores avançaram com mais força, acumulando alta superior a 7% em 2025.

Esse movimento não aconteceu por acaso. Parte da pressão veio de reajustes salariais firmados em acordos coletivos em vários estados. É duro dizer, mas quando esses aumentos entram em vigor de forma concentrada, o impacto aparece rápido no índice. O canteiro de obras funciona como uma engrenagem: se um custo sobe, todo o sistema sente.

As diferenças regionais também chamam atenção. O Centro-Oeste registrou a maior variação anual, acima de 6%, puxado principalmente por estados com obras em ritmo acelerado. Já o Norte teve um avanço mais moderado. Em alguns estados, houve até queda pontual no mês, sinal de que o cenário não é homogêneo e depende muito da dinâmica local da construção.

No fim das contas, o índice da construção civil funciona como um termômetro silencioso da economia. Quando ele sobe demais, desacelera lançamentos, aperta margens das construtoras e adia sonhos de quem planeja a casa própria. É como uma maré: não se percebe de imediato, mas quando você tenta avançar, sente a resistência.