Alerta Global: Sarampo bate recorde de 30 anos nos EUA e ameaça saúde pública

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País corre o risco de perder título de “livre da doença” já no fim de janeiro; surtos de Norovírus também preocupam autoridades sanitárias.

O cenário da saúde nos Estados Unidos acendeu um sinal vermelho para o mundo todo. Segundo dados recentes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o país ultrapassou a marca de 2.100 casos de sarampo em 2025. Este é o maior volume registrado desde 1992. O avanço da doença coloca em xeque o status de erradicação que os EUA ostentam desde o ano 2000.

Especialistas alertam que, se as cadeias de transmissão não forem interrompidas até o final deste mês, o país perderá oficialmente o título de “nação livre de sarampo”. O epicentro da crise atual está no Texas, mas estados como Carolina do Sul, Utah e Arizona também enfrentam surtos críticos em escolas e igrejas.

O perigo do “vazio” vacinal

A causa principal desse fenômeno é clara: a queda na cobertura vacinal. De acordo com o CDC, cerca de 93% dos infectados não haviam tomado a vacina ou tinham o status vacinal desconhecido. Infelizmente, o surto já provocou três mortes — as primeiras registradas em solo americano em uma década.

O sarampo é extremamente volátil. O vírus sobrevive no ar por até duas horas após o infectado deixar o local. Por isso, médicos reforçam que a vacina MMR (Tríplice Viral) é a única defesa eficaz para evitar complicações graves, como a pneumonia.

Norovírus: O “inimigo” invisível nos cruzeiros

Além do sarampo, o Norovírus — a temida virose gastrointestinal — também registra números recordes. Em 2025, os surtos em navios de cruzeiro cresceram 22%. Atualmente, no início de 2026, estados como Louisiana e Michigan observam uma propagação acelerada através do monitoramento de águas residuais.

Diferente de outras doenças, o Norovírus é resistente. O uso de álcool em gel, por exemplo, não substitui a lavagem das mãos com água e sabão. A transmissão ocorre rapidamente por superfícies contaminadas e alimentos mal lavados, causando vômitos e diarreia intensos.

O que esperar para 2026?

Autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanham a situação com rigor. O conselho para quem viaja ou reside em áreas de surto é direto: mantenha o cartão de vacinação atualizado. No caso de sintomas como febre alta, manchas avermelhadas ou mal-estar gástrico persistente, a orientação é buscar ajuda médica imediata. Prevenir o contágio ainda é o modo mais eficaz de proteger a comunidade.