Já estão em vigor novas exigências para a aposentadoria no Brasil, seguindo o calendário progressivo da Reforma da Previdência. As mudanças afetam trabalhadores vinculados ao INSS que ainda não haviam cumprido todos os requisitos até a entrada em vigor da reforma e, por isso, estão enquadrados nas regras de transição. Na prática, idade mínima e pontuação voltam a subir, o que pode adiar pedidos de benefício.
Na chamada regra de pontos, que soma idade e tempo de contribuição, passam a ser exigidos 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens. O tempo mínimo de contribuição permanece em 30 anos para mulheres e 35 anos para homens. Já na regra da idade mínima progressiva, o piso sobe para 59 anos e meio para mulheres e 64 anos e meio para homens, mantendo o avanço de seis meses por ano até alcançar os limites definitivos previstos na legislação.
Os professores também sentem o impacto do novo ciclo. Em 2026, a idade mínima passa a ser de 54 anos e meio para mulheres e 59 anos e meio para homens, desde que cumprido o tempo mínimo de contribuição exclusivamente no magistério. Assim como nas demais regras, a idade sobe gradualmente a cada ano, o que exige planejamento mais cuidadoso para quem está próximo de se aposentar.
A aposentadoria por idade, considerada a regra permanente, segue sem alterações: 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, com pelo menos 15 anos de contribuição. Essa modalidade continua sendo a principal porta de entrada para trabalhadores com histórico contributivo mais curto, especialmente aqueles que alternaram períodos formais e informais de trabalho.
Especialistas alertam que as mudanças previstas para 2026 reforçam a importância de simular cenários antes de solicitar o benefício. Em muitos casos, aguardar alguns meses ou escolher outra regra de transição pode resultar em aposentadoria mais vantajosa. Com o avanço automático do calendário da reforma, informação e planejamento se tornam decisivos para evitar perdas no valor final do benefício.
