AVC: como reconhecer os sintomas iniciais do derrame cerebral e agir rápido pode salvar vidas

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Entenda o AVC e a importância de reconhecer seus sinais precoces.

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame cerebral, é uma das principais causas de morte e incapacitação no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15 milhões de pessoas sofrem AVC anualmente, e 5 milhões ficam com sequelas graves. Identificar rapidamente os sintomas iniciais do AVC pode ser decisivo para o sucesso do tratamento e a recuperação do paciente.

De acordo com uma reportagem recente do portal UOL Vivabem, muitos brasileiros desconhecem os sinais precoces do AVC, o que pode atrasar a busca por atendimento médico. Esse atraso, segundo especialistas, é o maior inimigo do paciente.

Quais são os sintomas iniciais do AVC?

O AVC ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo em parte do cérebro, podendo ser por bloqueio (isquêmico) ou hemorragia (sanguíneo). Os sintomas geralmente surgem de forma súbita, e os principais sinais a serem observados são:

  • Fraqueza ou formigamento súbito em um lado do corpo: especialmente no rosto, braço ou perna.
  • Dificuldade para falar ou compreender a fala: fala arrastada, confusa ou dificuldade em encontrar palavras.
  • Perda súbita de visão: em um ou ambos os olhos.
  • Tontura, perda de equilíbrio ou coordenação: dificuldade para andar ou manter-se em pé.
  • Dor de cabeça intensa e súbita: principalmente se acompanhada dos outros sintomas.

O alerta mais eficaz para leigos é o teste rápido conhecido como FAST (Face, Arms, Speech, Time), traduzido para o português como RÁPIDO:

  • Rosto: Peça para a pessoa sorrir. O rosto está caído de um lado?
  • Arms: Peça para levantar os dois braços. Um deles não levanta?
  • Palavra: Peça para falar uma frase simples. A fala está estranha?
  • Importante: Se algum desses sinais aparecer, ligue imediatamente para o serviço de emergência.

Contexto e dados recentes sobre o AVC no Brasil e no mundo

Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, o AVC é a segunda maior causa de morte no país, atrás apenas das doenças cardíacas. O Instituto Nacional de Neurologia dos EUA (NIH) informa que o tempo é crucial: para cada minuto que o cérebro fica sem oxigênio, cerca de 2 milhões de neurônios morrem.

O avanço das técnicas médicas, como o uso de trombólise (medicamentos que dissolvem coágulos) e trombectomia (remoção mecânica do coágulo), tem aumentado a chance de recuperação, mas só são eficazes se o paciente chegar ao hospital em até 4,5 horas após o início dos sintomas.

Depoimentos de especialistas

Dr. José Almeida, neurologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, reforça:
“Muitos pacientes perdem tempo precioso por não reconhecerem os sintomas ou por demorarem a buscar ajuda. Educação em saúde pública é essencial para mudar esse cenário.”

A enfermeira Mariana Silva, que trabalha na linha de frente no atendimento a pacientes com AVC, alerta:
“Família e amigos devem estar atentos e agir rápido. Cada segundo conta para minimizar danos cerebrais.”

O que fazer após reconhecer os sintomas

Ao identificar qualquer sintoma suspeito de AVC, a recomendação imediata é:

  1. Ligar para o serviço de emergência (192).
  2. Não dar alimentos, bebidas ou medicamentos por conta própria.
  3. Anotar o horário exato do início dos sintomas para informar a equipe médica.

Prevenção e educação salvam vidas

Além do reconhecimento rápido dos sintomas, a prevenção é fundamental. Controlar fatores de risco como hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo reduz significativamente a chance de um AVC.

Campanhas de saúde pública e informações acessíveis são cruciais para que a população saiba agir com rapidez, evitando sequelas graves e até mesmo a morte.