Aumentam mortes na fronteira EUA-México

Nos sete primeiros meses de 2017, 232 mortes foram registradas ao longo da fronteira entre Estados Unidos e México. É o que revela um levantamento divulgado nesta semana pela Organização Internacional para as Migrações (OIM). Número representa um aumento de 17% na comparação com os 204 óbitos identificados no mesmo período, em 2016. Cinquenta corpos foram descobertos no mês passado.

Segundo a pesquisadora do Centro Global de Análise de Dados sobre Migração da OIM, Julia Black, o cenário é especialmente preocupante, considerando que, de acordo com dados da patrulha de fronteira dos Estados Unidos, menos migrantes parecem estar atravessando para o país em 2017.

Oficiais do organismo norte-americano detiveram cerca de 140 mil migrantes entre janeiro e junho deste ano. O número equivale a apenas metade do registrado nos primeiros meses de 2016.

Julia informou que nove vítimas foram encontradas em diversas localidades ao longo do Rio Grande. Dez foram recolhidas num caminhão em San Antonio, Texas, e 16 em outras regiões do estado americano. Outros 15 corpos foram descobertos no Condado de Pima, no Arizona, uma travessia conhecidamente perigosa, onde as temperaturas passam dos 38º C entre maio e setembro. Até o momento, em 2017, 96 cadáveres foram encontrados nessa região.

O Centro Global mantém um programa de monitoramento para identificar vítimas que somem ou morrem em rotas migratórias — o Projeto Migrantes Desaparecidos. Desde 2014, a iniciativa registrou mais de 1.250 vítimas na fronteira entre EUA e México.

A equipe do projeto ressaltou que cada uma dessas mortes é uma tragédia individual que serve de lembrete para os muitos migrantes que continuam a arriscar suas vidas em busca do chamado “sonho americano”.

Embora as mortes de migrantes na divisa dos Estados Unidos e do território mexicano representem 65% do número total para as Américas, a OIM afirma ser provável que muitos falecimentos de migrantes ocorram nas Américas Central e do Sul e não sejam registrados.

Julia acrescentou que há grandes chances de que o índice de fatalidades em 2017 seja maior do que o já identificado, uma vez que muitos óbitos não devem ser informados. “Infelizmente, isto é verdade para todas as regiões do mundo”, disse a especialista.

Fonte: ONU News

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